Teu nome é meu

... e teu corpo também.

Duas risadas distintas ecoavam no duplex espaçoso. As luzes deixavam o ambiente convidativo ao sexo, mas a vontade de explorar era mais urgente naquele momento. Opulência, riqueza e ostentação escorriam pelas paredes daquele lugar.

"Olha isso!"

Diante de nós dois estava uma enorme hidromassagem, robes felpudos descasavam em cima do frigobar e sais de banho cheirosos enfeitavam a beirada da luxuosa banheira. Nos entreolhamos e rimos mais uma vez. Não pertencíamos àquele lugar, mas ali estávamos. Por uma noite, tudo aquilo seria nosso.

"Agora vem cá, vem."

Tu me arrastaste para o segundo andar e, da mochila, tiraste as faixas pretas do teu kimono junto com algumas gravatas antigas do teu armário. Um tremor percorreu todo o meu corpo e uma forte onda de ansiedade tomou conta de mim.

"Não sei o que tu estavas esperando."

Ainda me arrisco a dizer enquanto vejo teus lábios se transformando em um sorriso sacana. Eu ia ter o que queria e tu, pela primeira vez, irias ser verdadeiramente e oficialmente introduzido aos prazeres do sadomasoquismo.

"Fica em pé, de costas para mim, e me dá seus braços."

Eu obedeci e senti uma das gravatas passando pelos meus pulsos e unindo minhas mãos à força. Testei, tentando separá-las sem sucesso. Tu eras naturalmente bom nisso. E eu estava entregue às tuas vontades. Logo, até minha visão era tua, quando uma outra gravata foi amarrada sobre os meus olhos.

"Estou gostando disso."

Um sonoro tapa me desequilibrou e eu ri, caindo para frente e ficando com o corpo metade na cama, metade para fora dela. Senti tuas mãos puxando minhas coxas e me colocando em pé, com a parte de cima encostada no colchão e a bunda exposta, nua e empinada para cima.

"Que visão da porra..."

Ouvi você cochichar para si mesmo, maravilhado com o quadro pintado na tua frente. A entrega total de quem confiava cem porcento em ti e queria ser uma boneca em tuas mãos.

"Eu..."

Fui interrompida por outro tapa, mais forte desta vez, e ouvi o barulho familiar do zíper sendo aberto enquanto tu tiravas tuas roupas e as jogava de qualquer jeito pelo chão.

"Cala a boca."

Ordenaste e te posicionaste atrás de mim. Tuas coxas encostaram nas minhas e eu já me sentia completamente molhada. Tuas mãos percorreram meu corpo lentamente, da parte de baixo das minhas costas ao meu pescoço e depois, curiosos, os dedos exploraram cada centímetro da minha boceta e do meu cu, saindo completamente ensopados e escorregadios.

"Mas já está pronta para ser comida, minha puta?"

Era só ouvir a tua voz que eu ficava pronta. Tu sempre me deixaste louca de tesão, louca de vontade de chupar teu pau e de senti-lo penetrando todos os meus orifícios. E foi isso que fizeste. Não antes de usar tua faixa nas minhas costas, coxas e nádegas, fazendo da minha pele alva, um tom bonito de vermelho e roxo.

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