Teu nome é loucura

 ... e teu sobrenome é desejo.

Braços amigos nos meus ombros. Mãos mal-intencionadas levando álcool aos meus lábios, temperando cada gesto com sorrisos carregados de segundas intenções que contrastavam com os cheiros inocentes na minha nuca.

"Você é foda, garota."

Amigos. Risadas. Cerveja. Música. Muita música. Filmes pornôs em grandes telões me hipnotizavam: bocetas cabeludas na cara de todos que ali estavam, mulheres completamente fora do padrão que se masturbavam e transavam para quem quisesse ver. Maconha. Muita maconha. Corpos ansiando por carícias. E tu.

"Até quando vais continuar me provocando assim?"

Algumas palavras impacientes minhas e pronto. Tua mão me arrastou para longe dos conhecidos. Teu corpo apertando o meu contra a parede com urgência. Dezenas de pessoas nos rodeando, mas estávamos sós ali, em uma neblina de luxúria, perdidos no fogo um do outro. Eu e tu. Dedos ousados que apertavam, dominavam e exploravam lugares ainda cobertos, enterrados bem fundo enquanto tua língua soltava os mais impuros elogios e ameaças à minha sanidade.

"Como eu sonhei em ter você assim, anos e anos querendo pegar, usar, foder você..."

Meu nome saindo da tua boca repetidas vezes em um cenário extremamente delicioso deixou minha boceta encharcada e eu ceguei. Permiti que me usasses como bem quiseste e não me arrependo, pelo contrário, quero mais. Sempre mais. Muito mais.

"Gosta que vejam você ser usada assim, cachorrinha, com meu dedo na sua boceta e minha língua no seu peito?"

Pra caralho. Gosto que me uses assim, me tires o juízo com teus beijos, mordidas e apertões. As marcas que deixaste em mim, carrego-as até hoje, na memória. Já as físicas, carreguei-as com orgulho por uma semana ou duas. Sinto saudades delas.

"Puta, puta, puta."

Naquele momento fui sim. Tua puta. A mais puta das putas que já habitaram este planeta. Quando finalmente me empurraste para a beira daquele rio, onde o breu encobria nossos atos libidinosos, me peguei sorrindo e ansiosamente esperando que me tomaste de verdade.

"Me fode, caralho."

E teu pau estava enfiado em mim. Enquanto tu me espremia contra aquela bendita árvore. Calça no chão, calcinha de lado, dignidade longe. Pouco me importava. O que eu queria estava em mim. Nossos gemidos, acompanhados de outros tantos naquele bar, compuseram uma sinfonia bacante. E tu, o maestro, me comeste com uma fome que é difícil de esquecer e me falaste as coisas mais imundas e tesudas que já ouvi de alguém.

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