Nomes? Para quê? Eu não sou a Bárbara, não. Sou mais do que diz uma certidão de nascimento ou uma carteira de identidade. Talvez seja bárbara para alguns. Mas eu não caibo em carteiras, nem em palavras. Eu não me resumo a rótulos. Sou uma mutação e isso é culpa dos meus pais. Sou o reflexo que vejo no espelho. Sou o texto que escrevi, o livro que li, o filme que assisti, a música que escutei, a comida que comi. Sou o que você vê e o que você fala. Sou isso. Mas não só isso. Sou também aquilo, aquela, ela, eu. Sou tanto que não sou nada. Sou o agora, o instante, o presente. O que já foi, o que ainda vai ser, eu não sou. Sou um frame, uma foto. Uma fração de realidade, um momento. O que fui, não sou mais, é passado, já foi. Eu fui. Eu sou por que você é e você é por que eu sou. Sem você, eu não seria eu. Sem você, eu seria outra... para outros ou nada... para ninguém. O que serei? Não importa. Não me importa. Por que eu serei, eu sei. Serei cadáver, serei pó, serei poeira. Cedo ou tarde. Eu serei.
CINEMA NOS CORREIOS – CERVEJA FALADA
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Dando seguimento ao projeto Cinema nos Correios – Curta no Intervalo,
convida para assistir ao curta metragem “Cerveja Falada”, de Guto Lima,
Luiz H. Cud...
2 horas atrás
3 loucuras:
Ser ou não ser? Eis aqui de novo tal questão. Maravilhoso. Poetisa e mulher, eis você aqui. Beijo e, se puder, passe aqui: "Eu devo Saber" - www.eudevosaber.blogspot.com
Babi nunca perde esse tino com as palavras. Parabéns, menina! Está cada vez melhor!
Você tem o dom de me deixa sem palavras...
Adoro isso!
Beijos.
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