Sussurro

É assim: tudo acontece e você esquece de perceber ou você escolhe não enxergar, simplesmente se deixa levar, vive. A vontade de finalmente ser feliz, de conseguir o que quer, é tanta que não dá pra ignorar as oportunidades, aliás, talvez até seja possível criá-las, imaginá-las, mas isso não é bom, ao menos não para mim. Por vezes me canso de ilusões, sair delas é um tanto mais doloroso que qualquer outra coisa e eu não agüento mais doer, seja por que motivo for, não suporto mais. Às vezes me sinto uma ferida aberta, sim, me resumo a isso, mas tento seguir em frente mesmo assim. Vou andando com dificuldade, caindo e levantando, até que consigo erguer a cabeça novamente e olhar o mundo ao meu redor, sozinha ou com a ajuda de algum braço amigo, alguma força que me sustente. Surpresa é quando esse apoio me encanta ao ponto de querer recomeçar tudo outra vez. E novamente, não sei mais ser minha, não sei mais de nada, na verdade, só sei sentir. Vou esperando a próxima mágoa, venha ela de onde vier, mas nunca preparada para o que possa vir. Dor é coisa que, apesar de previsível, nunca deixa de doer.

19 comentários:

Lúcia disse...

Juro que estava mesmo por voltar, aliás, estou, mas quando tive um dia livre e tranqüilo pra fazer isso (não sei comentar e escrever correndo, com tempo contado), eis que chega a Amanda e vem me raptar pra ver o pôr do sol do alto da torre de transmissão de tevê... e lá se foi o dia todo, porque de lá ainda fomos a uns mil lugares... portanto a culpa do meu sumiço é da Amanda viu! Toda dela! Só não aconselho a ameaçá-la fisicamente porque ela faz kung fu e muay thai...! ;D

Mas volto... calma que eu volto... Estou planejando minhas aulas de flamenco esses dias, e voltei a dançar também, mas logo tiro um tempo só pros blogs, e ai de quem ousar me interromper outra vez!

Bisous!

Bruna disse...

Nem me fale de dor, essa eu nunca consegui enganar...mas tento ser feliz com ela.

Beijos moça.

Camilinha disse...

ai...


beijos daqui...

Daniela Pereira disse...

No fundo, compreendemos o porque dos acontecimentos que nos magoam, talvez, o mais relevante e o que desejamos apagar, ignorar, conhecer é isso mesmo - a causa pura e verdadeira daquela e mais outra dor.
Antes de seguir em frente, a dita ferida aberta, deve ser cuidadosamente cuidada até sarar. Depois, e só ai, seguir mesmo em frente! E ter como base nós próprios, porque podemos ficar sem amigos, sem nada, mas sem nós mesmos, nunca.
Só depois de se provar o amargo é que se reconhece o doce, aqui está o motivo de tantas dores nossas.
E quando doí, doí forte, não conseguimos compreender nada. Focamos-nos na dor e ainda doí mais.
Não devia ser assim ... Nem devia doer, não?

Arco-íris, desejo-o a ti ! :) *

Ataualpa "Mirallatos" Pereira disse...

O coração é flexível, tal uma borracha, ainda o tempo o torne mais rijo.

Camila. disse...

Resumiste tudo com palavras simples, e ainda me encantaste.

É, tentarei escrever algo hoje, mas não tenho sentido muito. Sabes quando tudo vai-se pelas janelas, e é como se sua alma voasse junto, como se sangrasse um rastro vazio? Pois.

Three Love´s disse...

linda Bárbara;
incrível seu texto, belo... quse dolorido;

concordo, é especialmente difícil sair de algumas ilusões;

b.e.i.j.o.s.

alessandro disse...

tô tranquilo esse final de semana

tenho só um trabalho de francês pra fazer, mas é tranquilo

sábado?

Rafael Velasquez disse...

Dor é uma coisa que faz parte da gente, é aquele sintoma que diz: “Ei, lembre-se que isso aqui existe; você tem um coração esqueceu?; Olha, você sente saudade”. Dói, dói demais. Estranho, penso, é pensar e se não doe-se, como seria?

OBS: Adoro o pessoal de Pernambuco!

Beijos.

linafuko disse...

não sei porque tudo isso me lembrou uma música do Pato Fu...
não que seja a mesma coisa, mas me lembrou...

Não Mais

Vou parar ficar aqui
Não olhar ver você assim
Não vou morrer
Não vou matar
Nem sorrir muito menos vou chorar
Por você, por ninguém
Por você por ninguém nem por mim
Deixa estar que tal mentir
E guardar o melhor pra mim
Não vou morrer nem sequer me abalar
Nem sorrir nem ao menos vou chorar
Quando você não mais, não mais...
Não vou morrer, nem sequer me abalar
Nem sorrir, nem ao menos vou chorar
Mas acredite, meu coração ainda sabe fingir
Por alguém que é ninguém, que é ninguém
Por alguém que é ninguém prá mim

PequenAprendiz disse...

Vai passar... vai passar... sempre passa, lembra?
Que fiquem as marcas pra gente lembrar que viveu, que sofreu sim.
Adoro vir aqui.
Não sei pq, mas penso em ti com carinho.
Lhe desejo um amor intenso e confortante tbm.
Bom final de semana Dona Bárbara.
bjs

Carlos disse...

Se o seu texto fosse um comprimido, acho que haveria um elemento que deveria ser melhor avaliado para poder ser engolido: dor nunca deixa de doer? Sei não, mas acho que isso depende de muita coisa. Por exemplo: nas artes marciais, quando se caleja os punhos, no começo dói muito, mas depois vai doer apenas na cara da pessoa que vai recebê-los em cheio. A dor torna o corpo mais resistente à própria dor. Se passarmos isso para o lado afetivo, seria como uma espécie de amadurecimento que podemos colher da experiência dolorosa.

Mas, é claro, a dor muito intensa e constante, que não dá tempo ao corpo de se fortalecer, pode provocar lesões irreparáveis, como a criança que apanha tanto com a palmatória na mesma mão que chega uma hora que ela não sente mais a mão, e parece até que esta vai cair.

Bem, em ambos os casos a dor deixa de ser percebida, seja porque está mais resistente, seja porque está dormente.

Sentimental ♥ disse...

Pode me chamar de louca, mas dor é bom... com ela conseguimos buscar forças pra mudar, pra melhorar... o dia q parar de doer perde a graça... beijos

Gabriela. disse...

Escolher não enxergar, isso é uma arte! E é necessária. Eu ainda fico estupefata o quanto você consegue me traduzir sem nem imaginar o que está se passando comigo. Isso não pode ser apenas coincidência.

Paul disse...

Palavras doloridas, o coração então nem se fala...
Talvez se vc não aceitar um braço amigo e se levantar só... vc pode ficar amarga desse modo, mas poderá ter mais "orgulho" de sua dor e levantará a face mais convicta a sentir sem se iludir.

Se vc sente mais valha q meu velho, então ele não está tão velho quanto pensei =P
Acho q cicatrizes não nos deixa tão velho, é quando paramos de tê-las que envelhecemos .

Beijos, moça !!

...amigos acontecem... disse...

A dor; ponto constante das rimas,
musa de poemas, constancia nas serenatas, de sereno o eu e o nada, a dor, amante do cotidiano, infalivel em todos os planos, da sentido a panos e lenços, emudecendo o silencio que em toda sua flor, as vezes abre-se num sorriso.

Passando poraqui, nos vermelhos lindos do teu blog, fica um poeminha inspirado em teu escrito. Bjs

PS- Barbara, sei que é fictício, mas intenso e porque não, na criação, sentido...

Jorge

Leo Lemos... disse...

Babi meu bem esse texto é meu.......... tivemos um momento de telepatia e você escreveu exatamente aquilo que sinto hoje e há algum tempo... sempre o q vem depois, o q vem depois, o q vem?

Paz para nossas feridas.

o amnésico disse...

Não quero banalizar o tema mas tenho que dizer uma coisa: a dor é ruim, sim, às vezes chega a ser insuportável; mas é, paradoxalmente, um sinal de vida, portanto, se eu puder dar um conselho (sabedo o que vale querer aconselhar alguém), aguente firme.

Ser incapaz de sentir dor (sinal que já não se sente mais nada) é bem pior, eu asseguro.

meninamulher disse...

Dor que só a gente sente
ente
entende
bj
day
souumhomemdepaixoes.zip.net