Entrevistando Jô Oliveira

Uma amiga, um encanto, uma raridade. A Josiana Oliveira, ou melhor, a Jô (23), é uma dessas mulheres que parecem carregar um misto de força e delicadeza consigo, em uma antítese indescritível. Extremamente admirável, extremamente cativante, extremamente linda. Tem um lirismo puro, doce, mas arredio. Ela escreve no Fragmentos de Jô e, em parceria, no Um a Um.


B. - Para começar, me diz, quem é a Jô?
Jô - É uma moça cheia de planos, teorias e nenhuma certeza.

B. - Você se considera uma pessoa feliz?
Jô - Não acredito na felicidade como um estado permanente, mas estou bem com minhas escolhas...

B. - O que seria a felicidade pra você, então?
Jô - Seriam momentos chaves... momentos de satisfação com algo específico, não com a vida como um todo uniforme.

B. - Qual seria seu objetivo maior de vida?
Jô - Nossa... que difícil... acho que o conhecimento. Ele é o meu objetivo maior, é a única coisa que não cabe naquela máxima de que tudo demais enjoa.

B. - Inteligência, dinheiro, beleza, amor, fama... dê uma ordem de importância a essas palavras e acrescenta as que parecem fazer falta pra você.
Jô - Inteligência, amor, dinheiro, beleza e fama... Amizade me fez falta nessa lista, mas se considerarmos que ela pode estar incluída em amor... fama eu tiraria da lista. A não ser que ela se equivalha a reconhecimento...

B. - A fama carrega o reconhecimento, não?
Jô - Não necessariamente... se considerares que tem tanta gente famosa que não tem o que ser reconhecido... é famoso por ser bem relacionado ou simplesmente porque atende às demandas de mercado. Paulo Coelho, Mulher Melancia, por exemplo. (Risos)

B. - Talvez seja uma questão de valores... pelo que entendi, você gostaria de ser reconhecida por algo relacionado ao intelecto, não? Há quem goste da bunda da melancia e da babaquice do Paulo Coelho. (Risos)
Jô - Mas quase tudo é questão de valores... e sim... se tiver de ter algum reconhecimento, que seja por algo que tenha feito na minha área de estudo, na minha profissão. E quanto ao Paulo Coelho, há quem goste, mas o que ele faz é auto-ajuda disfarçada de literatura, pelo menos é o que eu acho. Quanto à Mulher Melancia, eu falo de talento. Ter uma boa bunda não é talento nenhum. Enfim... como você disse, questão de valores.

B. - Também pode ser a forma de rebolar a dita cuja. (Risos)
Jô - (Risos). Pode ser. Eu desisti de entender.

B. - Você conseguiria definir o amor?
Jô - O amor... acho que não teria a pretensão de defini-lo... mas já o senti e sei que é algo que transpõe os limites do bom senso e de qualquer razão. Somos outros e outros que nem sempre agradam a nós mesmos.

B. - Pelo jeito que falou do amor, me pareceu que as conseqüências dele não agradam muito. Por quê?
Jô - A verdade é que eu acredito no amor, ele é que não acredita em mim.

B. - Como é isso?
Jô - Uma longa história... mas posso resumir em um amor mal vivido que ainda hoje é uma sombra.

B. - Vou aproveitar e perguntar: quem foi a Jô no passado?
Jô - Uma insensível. Aprendi a ser mais flexível e menos taxativa. Já fui muito radical. Acho que aprendi a lidar melhor com as diferenças

B. - Por que você era assim?
Jô - Não saberia dizer exatamente, mas acho que por ter sido sempre muito precoce, achava que tinha o direito de agir como uma velha ranzinza aos 15 anos.

B. - E como veio a mudança?
Jô - Quando percebi no olhar de uma amiga o quanto fui dura em uma crítica que fiz a ela. Acredito que a partir dali resolvi ser mais suave.

B. - Perfeccionismo é um defeito seu?
Jô - Nem sempre é um defeito, mas muitas vezes é sim. Sabe que embora eu não acredite nessas coisas de signos, eu sou uma virginiana típica. Perfeccionista, prática, crítica.
B. - O que me pareceu é que você é mais dura, mais perfeccionista, com você mesma do que com os outros.
Jô - Mas os bons perfeccionistas são assim (risos). Queres me ver puta da vida? Me cobra algo. O perfeccionista já se cobra tanto, que não precisa que ninguém mais faça isso. E se aborrece quando fazem.

B. - Eu não quero nem chegar perto... não quero aborrecer. (Risos)
Jô - (Risos).

B. - Mas o fato de cobrar menos dos outros, também fez você se cobrar menos?
Jô - Em alguns aspectos sim... em outros não. Profissionalmente me cobro muito. Em questões emocionais já me cobro um pouco menos. Menos que antes, pelo menos. O que não quer dizer pouco.

B. - Você se considera uma pessoa mais racional ou sentimental?
Jô - Racional até certo ponto. No começo, antes de haver envolvimento de fato, pondero muito as coisas. Depois relaxo mais. Sou bem difícil de me apaixonar.

B. - O motivo são mágoas passadas?
Jô - Nesse caso, não... nunca foi muito fácil me apaixonar. Mas desapaixono fácil.

B. - O que faz você desapaixonar?
Jô - Falta de respeito, sem dúvida, e isso envolve muita coisa.

B. - O que é traição pra você?
Jô - Eu tenho uma visão pouco ortodoxa de traição. Acho que monogamia é coisa para golfinhos. Acredito que seja utopia. Traição é deslealdade, desrespeito.

B. - Então você é a favor da poligamia? Relacionamentos abertos e coisas assim?
Jô - Sou sim, acho mais honesto. Apesar de nunca ter encontrado alguém que topasse esse tipo de relacionamento. E nem sei se eu gostaria disso de fato, mas acho uma alternativa interessante. Só poderia te dizer com certeza depois de viver.

B. - Você acha que um casamento nesses termos resistiria por muito tempo? Ou não teria lugar para casamento?
Jô - Depende da forma como as pessoas pensam... se forem possessivas, seguramente não duraria nada. Casamento já acho mais complicado por que envolve muita coisa. Responsabilidades, inclusive. É claro que tudo que eu falar sobre esse assunto é teórico, não sei se eu agüentaria uma semana. Mas tentarei ainda.

B. - É... teoricamente seria uma alternativa muito, muito justa. Mas confesso não ser algo para mim. (Risos)
Jô - Tu és ciumenta, B. Pessoas ciumentas não suportam nem imaginar isso. (Risos)

B. - Eu e meus defeitos... (risos). Vamos falar de arte... qual delas mais atrai você?
Jô - A literatura, com certeza. Acho uma das artes mais interativas. A gente cria à nossa maneira e isso é fascinante. Não é à toa que escolhi o caminho que escolhi.

B. - Fale mais sobre o caminho que escolheu.
Jô - Como sabes, faço mestrado em estudos literários e pretendo seguir a carreira acadêmica. Aliás, te apressa pra gente ir fazer pós-doutorado na Sorbonne.

B. - Eu já to correndo! Mas me diz, como foi seu primeiro contato com a leitura?
Jô - Não tive grandes estimuladores na família, mas lembro de uma professora da quinta série do ensino fundamental. A mulher tinha uma vida financeira estável, não precisava dar aulas para se sustentar, mas tinha duas turmas na escola em que eu estudava. Ela fazia questão de pegar poucas turmas para poder fazer o trabalho que queria fazer. Ela levava pilhas de livros, nós tínhamos que ler cada um em mais ou menos 15 dias e devolvê-lo fichado. Era parte da avaliação. Muitos entendiam aquilo como um castigo, pra mim era a melhor parte. Eu já era leitora, mas a partir dessa professora, me tornei uma leitora voraz.
B. - Pessoas raras como essa valem ouro. Nessas horas é que fica perceptível o quanto falta estímulo para os nossos professores. Estímulos financeiros principalmente. A escrita, como veio?
Jô - A escrita... eu escrevo desde cedo, mas queimei tudo, por que achei muito ruim. Lembras quando retomei? Quando me pediste uma personagem pro Onabru. Daí não parei mais. Tomei gosto. Depois que criei o blog então... virou um compromisso. É terapêutico. Além disso, tenho um diário, não diário, de reflexões.

B. - Lembro sim. E o blog, o Fragmentos de Jô, surgiu como?
Jô - Tu foste a responsável. Eu nunca havia pensado em ter uma página pública, daí tu me dizias que eu ia acabar gostando... resisti muito no começo, mas depois passei a gostar. Tinhas razão... só é difícil no início... porque é revelar nossa intimidade, ainda que não sejam textos autobiográficos.

B. - Coisas como essa me deixam tão feliz, você escreve muito bem e não reconhecia isso. Não sei se já reconhece, mas pra mim já tá ótimo. Tô me sentindo uma descobridora de talentos. (Risos)
Jô - (Risos). Foi importante pra mim, redescobri essa vontade de escrever. Já te agradeci por isso? Se não agradeci, agradeço agora.

B. - Nem precisaria... agora me diga se o mundo blogueiro não é algo fascinante?
Jô - É sim... a gente descobre pessoas que mereciam reconhecimento... mereciam viver da sua arte. Infelizmente ainda é um mundo um tanto restrito...

B. - Descobri há pouco tempo que existe um certo preconceito com "escritores de blog". Sabia disso?
Jô - Não, não sabia... por quê?

B. - Por que não é algo reconhecido. É como se não houvesse qualidade em nenhum deles. Ouvi nos corredores da universidade, dois professores conversando. Fiquei injuriada.
Jô - Ah, mas a academia tem dessas coisas. É o que se chama de instâncias de legitimação, tudo que não tem o reconhecimento dessas instâncias é marginal, não presta. Por essas e outras já tive várias discussões na universidade, inclusive sobre esse assunto.

B. - Algumas coisas são frescuras desnecessárias demais. Pena que eu não conhecia nenhum dos dois professores ou teria dito algo.
Jô - Isso é puritanismo... eles devem achar que a literatura marginal agride os clássicos.

B. - Falando em clássicos, quais seus autores favoritos?
Jô - Ai, difícil... ando apaixonada por Gabriel García Márquez... Saramago... Kafka... gosto da Patrícia Melo, ela é forte, mas numa literatura mais perto do real... Kundera... Lygia... muita gente. Não sei se saberia listar os preferidos. Mas preciso incluir o Sollers na minha lista.

B. - O Sollers é um grande exemplo de talento latente nesse mundo dos blogs. Sou fã incondicional.
Jô - Eu também. Fico arrepiada quando o leio. Pena que ele some por tanto tempo.

B. - Só acho que ele precisava ser mais lido, ele não se divulga. Poucos conhecem... na verdade, ele deveria era lançar um livro.
Jô - Eu compraria vários exemplares para presentear amigos desavisados que não conhecem o blog. Mas eu o entendo quando não se divulga, sei lá... talvez ele não queira mesmo que muitas pessoas o leiam.

B. - Um pecado isso...
Jô - Eu também acho.

B. - Me indica um livro?
Jô - Já leste Ensaio sobre a Cegueira? É sempre o primeiro que me vem.

B. - Saramago, né? Nunca li Saramago.
Jô - Jura???? Pois leia... não largarás mais.

B. - Dia desses minha professora de comunicação visual estava falando dele.. dizendo que só alguém muito envolvido com o texto para conseguir ler um livro inteiro.
Jô - Ele tem um jeito bem próprio de escrever... um parágrafo se estende por quatro páginas...

B. - Exato, era disso que ela falava.
Jô - Mas ele consegue te envolver de um jeito que não dá vontade de fazer nada antes de terminar de ler o livro. Se resolveres lê-lo começa por esse que te indiquei até porque ele será lançado no cinema e é sempre o melhor caminho livro-filme do que o inverso.

B. - Com certeza... vou procurar sim, sempre tive curiosidade. Mas nunca foi prioridade, digamos assim.
Jô - Ele merece furar a fila das prioridades, vai por mim.

B. - Sabe que o Alessandro Sachetti me mandou ler esse livro na entrevista dele? (Risos)
Jô - Ahá! Tá vendo? Agora quem sabe, com duas indicações, levas a sério. (Risos)

B. - Quem será a Jô no futuro?
Jô - Uma mulher bem sucedida, viajada e muito culta. Que os deuses me ajudem nessa façanha.

B. - No que você acredita?
Jô - Em pouca coisa, sou cética demais... mas acredito na lei tríplice. É uma lei na qual as bruxas crêem. Seria uma versão pagã do 'aqui se faz, aqui se paga'. Tudo que você faz pros outros, de bom ou de ruim, em uma divisão didática - não sou maniqueísta assim-, volta pra você, em triplo.

B. - Conheço... já li muito sobre o paganismo, a wicca. Acho muito interessante.
Jô - É bem interessante sim... cheguei a participar de um coven, fazer rituais, mas o meu ceticismo ganhou a briga.

B. - Céus, não sabia disso! Eu também! Mais uma coincidência?
Jô - Lá vou eu ter pesadelos com essas nossas coincidências... mais uma pra nossa coleção.

B. - É um mundo muito atraente... e outra, se for para acreditar em um Deus, que seja mulher, não? Eu achava isso o máximo! E o lance da natureza, dos elementos... guardo até hoje os livros.
Jô - É fascinante... uma versão tão feminina das coisas. Sempre achei bonita a filosofia do paganismo.

B. - Muito! O que é essencial na sua vida?
Jô - Nossa... penso, penso e parece tudo tão essencial. Satisfação... preciso me sentir bem com minhas escolhas e com o rumo para o qual elas me levam.

B. - Sexo, o que é pra você?
Jô - Fundamental para uma boa relação e íntimo demais para acontecer com alguém com quem eu não tenha intimidade suficiente.

B. - Você acha que há uma banalização do sexo?
Jô - Não costumo ser muito crítica em relação a isso... mas sempre achei que o que é omitido é mais interessante do que o que é escancarado. Acho que há sim uma relativa banalização do sexo, o que acaba conduzindo à vulgaridade, mas acho que há como desviar disso e não ceder às 'tendências' quando se quer.

B. - Você é uma pessoa livre?
Jô - Sim, na minha noção de liberdade, sim... isso sempre me causou problemas em relacionamentos.

B. - Qual é a sua noção?
Jô - Fazer o que se tem vontade, quando se quer, sem passar por cima de ninguém, ao menos de ninguém que não mereça ser atropelado pelas nossas vontades.

B. - Você se considera hedonista?
Jô - Parcialmente, não exatamente... menina, eu sempre sou o caminho do meio. (Risos)

B. - Dizem que o caminho do meio é o equilíbrio.
Jô - Exato... é o que eu tento ser. Nem sempre consigo. Na maioria das vezes não consigo, na verdade. Não sou tão imediatista... por isso digo parcialmente. Mas também não vivo em função de um futuro que não chega nunca.

B. - Acho que é isso, minha querida, chegamos ao fim. Tem algo mais que você queira dizer?
Jô - Posso terminar com uma frase do Wilde?

B. - Você é quem manda!
Jô - "Crer é muito monótono... a dúvida é apaixonante". Gostei muito, B., mesmo.

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Visitem: http://www.fragmentosdejo.blogspot.com/
http://ummaisuma.blogspot.com/

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Outras entrevistas: Vitor Tamar
Gabriela Cruz
Alessando Sachetti
Lúcia Ramos
Sebastião Moura

18 comentários:

disse...

É, B. Acho que estás no caminho certo. Levas jeito pra coisa. Fiquei à vontade como achei que não ficaria. Adorei a experiência. :)

Bjs, linda.

Monsieur Coçard disse...

hohoho o papo foi tãobão que ficou quilométrico, mas ótima entrevista e bom conhecer mais de nossos colegas blogueiros.

Morganna disse...

gente! eu a-do-rei a entrevista!
lia com tanta expectativa que nem percebi o tamanho dela.
Foi ótimo! de verdade! :D

Gabriela. disse...

A Jô é uma princesa.

Doce, doce, doce.

Lúcia disse...

Sucesso de Jô! Sucesso de entrevista!
O melhor de tudo é ir descobrindo o quanto não estamos sozinhos em certas maneiras de pensar. Me vi em muita coisa aqui, passando pela mania de se cobrar muito, pela busca constante de conhecimento, por assinar embaixo quando Oscar Wilde escreve que "a dúvida é apaixonante". Pela dificuldade em se apaixonar, pela facilidade em se desapaixonar, por achar que o amor, esse sujeito inconseqüente e leviano, também não acredita em mim! Por estar também na fila dos que acreditam que o Sollers deve realmente escrever um livro... por ter sido outra a ser incentivada pela linda B. a levar adiante meu blog, que andava cruelmente abandonado... por achar que escrever é uma das mais deliciosas terapias... por ser outra a ter pesquisado e dado alguns passos na direção do paganismo, da bruxaria... por manter um certo ceticismo e continuar permeável a outras possibilidades, a outras formas de pensar e de se conceber o mundo... nossa, paro por aqui, ou meu comentário vai acabar ficando mais extenso do que a entrevista!

Agora, preciso comentar algo sobre esse infeliz preconceito acadêmico em relação a toda criação marginal: qualidade a gente encontra tanto dentro quanto fora dos muros da aclamada Academia. E muita. E o que é pior: também dentro dos muros dessas mesmas instituições acadêmicas nós encontramos falta de ética, de bom senso, de bom gosto, de talento, de respeito, de cultura. Escolas e Universidades há muito já não primam pela qualidade de ensino ou pela ética, isso está aí pra qualquer um que tenha olhos e ouvidos e um mínimo de percepção. Portanto, professores, falem por si, a partir de qualidades suas, das quais vocês estejam seguros e de que possam se orgulhar. Mas não falem pela Instituição. Esta já não tem mais aquela moral pra recriminar coisa alguma, infelizmente. Outra coisa: supondo que falamos de uma instituição respeitável e renomada, é sempre bom tomar certa distância vez ou outra, porque o discurso acadêmico também pode se tornar alienante. Também esse tipo de discurso é capaz de colocar uma venda lateral nos nossos olhos e nos impedir de prestar atenção a algo interessante que está surgindo ali do lado. Sim, existe muita cultura, muita coisa de qualidade fora dos muros das universidades. É inconseqüente, lamentável e nada louvável fechar os olhos a isso.

Beijos à Jô e à B., adorei a entrevista!

Luca disse...

Geente!

Terminei! Foi demais essa entrevista!

Mulher admirável vc, Jô!

Bjão

Camila. disse...

Costumo eu adorar entrevistas até mesmo de desconhecidos, Bê, mas as tuas são sempre ótimas. Como que aproximam.


Argh, Bê. Acabei de escrever algo, veja só, algo que surgiu de repente em companhia da idéia de arranhar e arrancar a alma da borbolata. Sabe quem. Verdade é que estou a considerar. Já sentiu a urgência necessidade de livrar-se de algo, de uma falta ou presença danosa? Pois. Não sou mais eu, Bê, essa pessoa sem palavras, de riso ainda contagiante mas tão falso quanto todo o resto. Não me aguento nesse poço. Preciso de um tapa forte, que me tire do lugar, que demonstre ódio e coragem. Quero ir embora, ou voltar. Argh.

Jaya disse...

Bárbara,

Que delícia de bate-papo! :] Li de uma vez só, e achei de uma simpatia contagiante essa tua entrevistada.

Vou ler as outras entrevistas, depois.

Beijos pra você.

P.S.: Voltei com minhas palavras de sempre lá em meu canto. Aos poucos vou caminhando outra vez.

P.P.S.: Ah, quanto aos elogios, é natureza, sabe? A gente exalta, quando não se encontra coisa melhor a fazer diante de tanta beleza.

Leo Lemos... disse...

Prazer Jô.............

PequenAprendiz disse...

Realmente a Jô é uma pessoa encantadora.
Gostei das definições dela sobre amor e sexo, gostei da intelectualidade.
Parabéns Bárbara pela entrevista e por trazer um conteúdo que só acresce aos seus leitores.
Beijos.

Francieli Hess disse...

Boa entrevista, fazia um bom tempo que eu não passava por aqui, blog desatualizado, etc, etc e blábláblá. Mas ei, eu gosto da 'babaquice' do Paulo Coelho, por mais que seja uma droga de auto-ajuda disfarçada de literatura !

Filipe disse...

uau
muito perfeito seu espaço
gostei muito
posso te linkar?
passa lah no meu
www.oinexoravel.blogspot.com

Jeniffer Santos disse...

não sei...mas axo q vou começar agradecendo ao meu brother felipe ,q comentou ae em cima...por ter m passado esse link...nunk mais tinha passado tanto tempo c um blog aberto(sem ser o meu,e olhe lá),como passei com o seu agora xD

e ainda estou...só resolvi comentar logo,p n sair apressada sem eskecer...ADOREI!
PARABÉNS!

Beijos!

BABI SOLER disse...

Muito legal
Vou visitá-la.
Beijo

L.S. Alves disse...

Mais uma grande entrevista parabéns.

Gilgomex™ disse...

E dá-lhe entrevista longaaaaaaaaa... Dá pra ficar quase intimo da entrevistada, rs. E o fragmentos de Jô, tb é muito bom... O Onabru, eu tenho que dar uma lida, com mais atenção... Eu só li o texto Lilian" q é seu... E é muito bom. Mas tenho que compreender melhor oq ue se passa por lá... E axei estranho esse blog estar com aquele aviso na hora de entrar... Mas uma fotinha logo ali abaixo me explicou muita coisa. Apesar de seus textos sempre serem picantes.

jessicadeverdade disse...

Muito boa a entrevista...vlw pela visita lá.
Té mais

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Muito rica a sua entrevista.Eu queria ter sido você,há trinta anos atrás,rsrsrrs!!!!