Lubricidades

(...)O barulho dos pneus rodando na estrada e do vento nos meus cabelos podia ter me distraído. Mas eu não conseguia parar de te sentir e pensar o quanto aquilo era gostoso. Louco, mas muito bom. Meu pé esquerdo pisava cada vez mais forte no acelerador. Já não tinha mais controle sobre o meu corpo, nem sobre meus pensamentos e minhas mãos mal tocavam a direção. Minhas pernas se abriam, te deixando mais à vontade. Palavras sacanas se perderam no ar. Tua língua espalhava saliva em mim e eu rebolava no teu rosto(...).

***

(...)A rua vazia e escura. Você me encosta no muro, puxa o meu cabelo e beija a minha boca com lascívia. Suas mãos procuram o fim do meu vestido e levantam a saia, tocando a calcinha. Solto pequenos gemidos, curtos, misturados com uma respiração ofegante e minha vontade de que você me tenha por inteira. Aqui e agora. Não importa quem veja. Não importa quem escute. Quero mais é que me coma(...).

***

(...)Vendo os teus olhos e amarro as tuas mãos na cama com lenços de seda. Provoco, indo te beijar, mas me afastando e te segurando pelos cabelos. Passo cubos de gelo pelo teu pescoço, tua barriga, tua virilha. Arranco suspiros e te mordo. Várias vezes, te lambendo em seguida. Estás nu e eu também. Subo em ti, me esfregando, enlouquecendo, me possuindo do teu desejo, do teu sexo, de ti. És meu(...).

12 comentários:

Gabriela. disse...

Já vivi exatamente uma destas três cenas!

Sr. Personna disse...

Quantas mulheres existem dentro de ti?
Quantas não devem ser saciadas?
Tens o desejo de mil, a fome de um milhão.
Ah... Desnudar-te uma a uma e devorar.
e tens belos lábios.

Ana Cláudia Zumpano disse...

Bárbara,
que descrição maravilhosa... e mexe aqui dentro com nossas lembranças né, dá vontade de sair correndo pra fazer loucuras... ótimo!
bjos ;*

Francieli Hess disse...

Bárbara, Bárbara... Teus textos são profundos e instigantes, escreves com alma, algo deveras raro hoje em dia.
E quando falo em sua alma, me vem à cabeça uma alma prolixa, dotada de uma sensibilidade enorme, extremamente perceptível em cada linha, frase, parágrafo, palavra...

Juliana Caribé disse...

Hum... Acho que vou só tomar banho...
Esses seus textos incitam a gente...


Aquela foto é de uma lanterna de carro, num dia de muito sol, no aeroporto de Brasília. Ficou legal, né?

Beijos.

Camilinha disse...

Céus... me empresta apenas uma destas vontades...

beijos daqui...

Nana Flash disse...

Isso nao se faz com uma mulher solteira, as 22h horas da noite, enquanto tem uma madrugada de trabalho chato p fazer :(
Voce eh mestra nessas descriçoes. Adouro.O que anda lendo?
Bjs

Camila disse...

Ah, mas quantas delícias, menina!
E que fazer com tantas lembranças, hm? Ah! Essas lembranças...

nj.marabuto disse...

hum! sei bem como é essa sensação de "meu pé esquerdo pisava cada vez mais forte no acelerador" da primeira lubricidade, sei melhor ainda como é essa sensação de "não importa quem veja. não importa quem escute." da segunda... uh! pera aí que já volto...

Monsieur Coçard disse...

Estava na inglaterra?(ou japão, nova zelândia?)

Lúcia disse...

Bárbara, Bárbara... cada vez mais lúbrica hein!!


Ruas escuras, vendas e gelo... hmmm...

linafuko disse...

céus...
fico encabulada de ler isso...
mas enfim, seu blog é um vício!


é dificil a gente admitir os desejos que a gente sente assim, a uma sociedade que reprime essas manifestações...

xD


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estou desanimada com o Onabru.. minha personagem é tão boba.. que nem consigo mais pensar em como continuar com a história dela...