Amar o amor

e suas infinitas conseqüências.

Depois de horas, quiçá dias ou meses, tentando entender certos pormenores acabei desistindo e jogando tudo pro alto. Digamos que me vi em uma situação interessante: uma escolha a fazer e dois caminhos a seguir.
Que critérios utilizar? Não sei. Os rumos que cada decisão me levaria, valeriam a pena? Não sei. O desgaste evidente seria suportável? Não sei.
E, de repente, me sinto tão pouco racional que me desespero. Às vezes, me dá raiva essa intensidade desmedida que não me deixa ser superficial. Pra que isso, afinal? De que vale essa porcaria? Só por que é bonito? E daí? Quem se ferra depois sou eu, não os outros. E os interessados quase nunca dão valor. Acho que estou cansada de ser quem eu sou. Vontade de me vestir de alguém por algum tempo. Eu poderia muito bem fingir, mas não consigo. Todo extremo é um exagero e todo ele é condenável. Já vi qual a minha sentença: o descontrole.

Não entendeu o título? Desconsidere-o.

9 comentários:

nj.marabuto disse...

não vale a pena amar longe da verdade, tampouco sem coragem. é tudo.

talvez essa intensidade passional toda, essa sede, essa fome, a voracidade por cada sulco da vida latejando e flamejando sob estes olhos embaçados seja mesmo um exagero reprovável. mas e quando vivemos a eternidade em uma fração de segundos, sentimos aquela sensação de que, então, podemos morrer no minuto seguinte com um sorriso impagável no rosto? para isso ainda não encontrei resposta.

meus tb

Sentimental ♥ disse...

Sinceramente eu tmb estou cansada dessa "...intensidade desmedida que não me deixa ser superficial...".
Seria mais fácil e muito melhor se pudéssemos, dentro dos limites, as vezes sermos pessoas diferentes, sem perder valores, sem q isso acarretasse algum tipo d conseqüência ruim. Como vc disse, "...vontade de me vestir de alguém por algum tempo...".
Mas aí tmb reside um problema, se vestir de que, de quem?
As vezes chego em casa e tenho certeza q abrindo o zíper d pele tudo vai mudar e ficar diferente, daí eu percebo q não tem zíper.

Sorry, desabafei...
beijos

*Obrigada pelos links.

Gabriela. disse...

é minha menina, ninguém disse que seria fácil.

Seria tão bom se tivéssemos sempre quem nos dissesse: - Vai pelo canto da direita, que no da esquerda tem solidão medonha...

Mas não temos.

Thiago Kuerques disse...

Pensar em vestir já é vesti-lo de certa forma (livre adaptação de uma frase do Camelo numa musica dos Los Hermanos).
E eu compreendi a poetica inteira. Degusto voce sempre.
Beijos e não desista.

Thiago Kuerques disse...

Ah, e o que gravei é impublicável porque minha voz é estúpida demais.

Beijos

Juliana Caribé disse...

Desespera descontrola desconcentra desama descompreende desentende desiste desfaz desgasta desmede desinteressa desvaloriza desvive...
Descansa.

Beijos.

Mr. Ziggy disse...

Bárbara, confesso que ADORO seu jeito intenso de escrever. É como se vomitasse suas palavras na cara da gente. E olha, eu nem fico com nojo, porque é um vômito bom, daqueles de lamber os beiços.

Tb sou assim: intenso demais, alguém que curte as extremidades e isso me gera uns probleminhas às vezes. Mas acho que tem seu lado bom tb. Vale lembrar que a gente é dotado de razão e vale à pena jogá-la na balança pra ver no que dá, né? Pôi Zé.

Te cuida! Bjos!

disse...

Eu acho que entendi o título. :P Que lindo esse jogar-se de olhos fechados na vida. O máximo que acontece é sofrer e não se morre por isso, ao menos não literalmente, afinal. ;)

Bjs, menina. Saudades dos nossos papos filosófico-político-astral-besterol... :(

Ane Talita disse...

É...a intensidade tem seus dissabores...Mas quem disse que é bom viver na superficialidade? ;)

beijo, bonita