Como em um círculo fechado, você se tranca. Vive das poucas-conversas, relações efêmeras, descobertas instantâneas que em nada acrescentam. Por mais que queira algo que acompanhe e complete, sabe que já é inteira. Não uma metade. O que precisa é de apoio, cuidado, carinho. Mas o que tem é exatamente o oposto. Busca por isso inconscientemente por que satisfaz. Naquele momento, sacia e é assim que vivemos hoje.

Nos tornamos grandes vazios ambulantes.

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Resolvi tentar gravar uns textos meus. Não sei dizer o motivo, foi mais uma vontade repentina do qualquer outra coisa. Está aí o resultado: elementar, primário e tosco. Então não reclamem, aliás, nem ouçam se tiverem esse intuito.


Para quem quiser acompanhar com a leitura dos textos:
Não
Narciso
Confissão

37 comentários:

Vitor Tamar disse...

Como uma voz dessa, eu caso na hora... casa??

Divinius disse...

Gostei de ler:)
*

Camilla disse...

Muitas vezes parei para pensar sobre esse assunto. Páro e penso. A gente vive tão maquinalmente. Deixamos cair na rotina, fazemos sempre as mesmas coisas. Esquecemos que podemos fazer alguma coisa de diferente, alguma loucura aqui, um ato inesperado dalí. Vivemos na ausência de nós mesmos, como você disse, vazios ambulantes.

Nossa, seu blog tem quase o mesmo nome que o meu. Quaaase.

Muito bom o blog.

=)

Fala, Garoto! disse...

Você escreveu este texto para mim, né?! Nossa, pensei que eu fosse o único a pensar isso,mas não! Você me libertou!....risos....Bjão

Monsieur Coçard disse...

Não sei o que mais mexeu comigo, tua voz ou teus textos... Narciso é demais!

Bruna disse...

"Nos tornamos grandes vazios ambulantes" isso vai ecoar em minha cabeça...

Estranha coincidência o seu jeito de falar com o meu.

Beijo

Ane Talita disse...

"Nos tornamos grandes vazios ambulante"

Tava na minha cabeça, mas vc sintetizou meu pensamento...Perfeito!

beijo, beijo!

Ane Talita disse...

Muito legal as gravações!

=)

Voz bonita! =)

beijo, bonita!

Gabriela. disse...

Ai Bárbara, vc ao pé do ouvido é covardia.

Antonio Sávio disse...

Ótimos textos. Parabéns.

BABI SOLER disse...

Carinho para os nossos ouvidos.
Boa semana!

Mr. Ziggy disse...

Não sei até que ponto saciar-se do efêmero nos trás a completude. Acho que é mto mais uma forma de forjar-se de cores aparentemente belas. Gostei demais! Bjos!

Thiago Kuerques disse...

É a sua voz???

Eu já fiz isso. Mas é impublicável.
Beijos

Edna Federico disse...

A voz tem um fascínio diferente, né...ficou muito bom!
Beijo

Juliana Caribé disse...

Barbarela!!
Gostei do texto, porque me vi em parte dele.
Quanto às gravações, posso dar opinião?

Acho super legal você gravar seus textos, e a sua voz é linda. Minha sugestão é que você tente gravar um variando um pouco mais a entonação da sua voz. Se fizer, depois me diz o que acha.

Vou linkar você, tá?

Beijoca.

Edson Bezerra disse...

Nossa, que voz é essa? Imaginava uma voz completamente diferentes, sabia?

Mas a idéia de postar o audio foi muito legal. Deu um certo ar de confidencialidade.

Beijão

Lúcia disse...

A propriedade volátil das coisas me angustia... me faz questionar a validade de tudo. E o que é que se pode fazer senão submeter-se às leis da física e do tempo e viver como se pode, procurando a todo custo não ser infiel a si mesmo?
Não somos metade, você bem escreveu. Mas como uma planta que não recebe água, murchamos se não recebemos atenção, cuidado, amor. Por mais que a gente queira se proclamar independente. É difícil... ando questionando e me amargurando com estas mesmas questões, e esperando ansiosa pela próxima chuva que me torne outra vez verde...

Adorei a leitura dos textos. E que voz sexy é essa? Vou precisar concordar com a Gabriela e dizer que é covardia! Hahaha!

Beijos e melhoras

Ana Cláudia Zumpano disse...

adorei seu espaço. os textos, e sua voz narrando ficou lindo! visitarei sempre, lindo blog ;*

Francieli Hess disse...

Ah Bárbara,és sempre tão genial em sua forma de abordar os temas! Sinto até vergonha de voltar ao meu blog após ler teus escritos.

Cíntia Carvalho disse...

eu passei
eu li
eu ouvi
eu gostei
e eu, por fim, comentei.
Beijo
outro

Morganna disse...

porque tanta ausência nas pessoas?
e ei. tua voz é bonita, menina.
gostei de Narciso. :*

PequenAprendiz disse...

Linda descrição de solidão e falta!
Gostei dos áudios e a entonação perfeita da tua voz se ajustano ao compasso das palavras.
Ótima semana!
Bjos

Reflexões de uns dias... disse...

Gostei muito...
sem palavras...

gostaria de saber como coloco
essa caixinha no meu blog...
você me fez ter pequenas(grandes)idéias.

Saudades.
Apareça!

disse...

Eu já conhecia pelo menos dois dos textos, acho. Pelo menos soaram familiares. Menina, que coisa boa isso, né? E que voz ofegante é essa, hein??? :P Vou fazer coro com a Lucia e a Gabriela. Covardia!

Pedro Pan disse...

, que ótimo os textos em tua voz.
é outra história o texto em a voz do autor, aqui da autora.
, tenho vontade de fazer algo semelhante.
, beijos meus.

L.S. Alves disse...

6000anos de história e continuamos com os mesmos problemas!
Depois eu volto pra ouvir os seus textos.
Uma dúvida é "aposto" ou "oposto" na sexta linha?
Um abraço.

Lizzie disse...

Em primeiro lugar, quero pedir sinceras desculpas pelo sumiço. Tive alguns probleminhas na hospedagem do blog e só há pouco tempo consegui resolver por completo. Agora [graças aos céus!] está tudo bem, e tudo em ordem.
Também venho aqui p'ra convidar-te a ir lá no blog, comemorar comigo as 112.000 visitas, das quais fizeste parte e sou muito grata.
Passa lá pra comer um bolinho comigo, ok? Te espero.

Beijocas.
www.lizziepohlmann.com

Helder Hortta disse...

Que legal ouvir sua voz Barbara.
Essa semana estava ouvindo Chico e lembrando de você.

beijo

Lúcia disse...

Psiu!






Is there anybody home? :)

Sr. Personna disse...

Que voz lânguida....
Trêmula.
Tímida.
Deu-me saudades.

Mariliza Silva disse...

Minha querida amiga vermelha, intensa, real e fonte de inspiração para mim, que um dia, ao menos um dia, gostaria de ousar como você.

Quanta saudades! Desculpe minha ausência, mas ando ausente até de mim mesma!

Beijos e Feliz Páscoa

Mariliza

nj.marabuto disse...

quanta intensidade! acabo de vir do quintal da ju, na autocrítica da minha intensidade, que pode ser entendida como veneno, dada a dosagem. e é tão bom perceber que há mais gente disposta a se envenenar. um brinde à intensidade, srta b.!

prazer,
n.

Tah disse...

Cada textinho pra uma certa situação atual de alguém. No caso, me incluo em mais de um.

Sempre passo por aqui, mas não tenho o costume de comentar. Mudarei esse hábito!

Beijos garota tudo-que-eu-queria-ser ;)

LEO LEMOS disse...

babi...

babi...

sem palavras............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... e fique bem. [b]BEM.

Fê Probst disse...

"nos tornamos grandes vazios ambulantes".

Sem palavras (2)

Lee disse...

B., sempre deliciosamente B. ...
Orgulha-me ter tido um pouco de V., orgulha-me ter ainda V. marcada em mim, sem que nada possa arrancar as impressões que deixou.
Marcas a ferro, chicote de montaria... Ah... As marcas que deixam, sempre vermelhas, duradouras, as vezes eternas.
Slept.

Sentimental ♥ disse...

Fantástica.
Sua voz suave deu outra vida às letras antes lidas na tela...
Parabéns.
beijos