Cacos. Pedaços vazios e inertes. Fragmentos do que outrora foi inteiro. Maciço. Forte. Intransponível e, talvez, impenetrável. Agora estão entregues, sem vida, à mercê da boa vontade dos ventos ou dos outros. Indo e vindo pelas estradas do mundo, apenas vivendo, estando mais perto da morte a cada dia que passa. Ou a cada hora, minuto, segundo. De que vale essa realidade, esse espaço que pisamos ou essas coisas que temos? De que vale essa carne que nos torna humanos? O que é ser, realmente, humano? Cada dimensão que damos às coisas nos modifica de uma maneira absurda. Toda vivência, toda escolha, toda decepção é uma maneira de mudar, de ser alguém que nunca pensamos em ser, ou que, um dia condenamos. Apontar o dedo é condenar a si mesmo. Julgar é ser, automaticamente, julgado. Viver é, sem dúvidas, um desafio constante, diário e, para muitos, difícil demais. Estou entre a maioria, não por mera escolha, mas por ser fraca. Quase de porcelana. Isso me deixa aflita e tão inflamável quanto um punhado de pólvora.
Aliás, tem fogo aí?

4 comentários:

Renato disse...

ahuahuahuHUAhuHauhUAhuHAuHuahuHauhUHAuhauhUAhuHuhauha
huAhuahuHAUhAUhuAHuHAuhauhUAHuAHuhauHAuAHuHAuahhuahUA
ahuHAuHUhauha


não sou dado a risadas histéricas, mas aquele seu comentário mereceu....


seui argumento me convenceu...
nada de suicídio coletivo....
terapia, talvez¿¿ hehehe

Mônica Montone disse...

Não se consuma no próprio fogo.... Aproveite seu calor para produzir :o)

beijos e bom feriado, querida

MM

Sebastiao Moura disse...

Fogo e Bárbara, mistura perigosa!

Edson Bezerra disse...

Desculpe a liberdade (existe isso em blogs?) mas eu encontrei o seu.
Realmente, vou comentar sobre o anterior (perdoa a minha indelicadeza nesse aspecto) mas o que eu aprendi é que se vc viveu e o outro não, foda-se... o que vale é o que vc viveu, entende? se o outro não teve esse sentimento, ele é um otário. Não estrago meus sentimentos por frustrações.
E, se vc me permitir, vou visitá-la com freqüência. textos bons assim são difíceis de enccontrar.