Ah, há tempos queria ver você assim: já vencido, tão entregue e tão pálido. Perigo, não representa mais. É o meu pior e mais delicioso passado, o segredo que escondo e não revelo nem a mim mesma, o podre da minha tão sensata vida. Deixará de existir, assim como aquilo que nada mais representa, nada mais vale. Nem nas minhas lembranças morará. Será como se nunca houvesse existido. Simples assim, fácil assim. Tal qual foi tirar a sua vida: na calada da noite, dormia como uma pedra. Uma faca e o silêncio fez o resto. Não me culpe, a única vítima aqui sou eu. Você é o verdadeiro vilão da história. Não fui eu quem maltratei seus sentimentos e sujei sua honra. Não brinque comigo, ou faço tudo de novo. E de novo. Sempre quis ver você assim: morto.

10 comentários:

Descharth disse...

Ow caramba.... eu ia postar um comentário no post abaixo,dizer como me fez ficar eperançoso da sua cura, e no momento exato,não sei porque cargas d'aguas retornei a página inicial do blog e pasmo vi que acabou de postar,talvez recém saida de um pesadelo,ou de uma infrutífera noite de amor...e lá vem você me fazer ficar de queixo caído...
Ô metamorfosesinha ambulante essa Barbara mulher hein?

Paulo Fernando disse...

Quem mata, morre. Morre na espectativa de um tiro que atinge a pseudo-vítima; morra na faca que corta a jugular do indivíduo que se acha eterno em essência. Mas não é só isso. Há varias maneiras piores de morrer: uma delas, é morrer enquanto ainda se está vivo. Acho que vc foi piedosa demais!

Bjos, minha querida!

Fê Probst disse...

Raiva?

Júlim Oliveira disse...

...

V.B. disse...

Houve um tempo, antes de houvesse tempo ou que contar dias e horas fosse importante, em que um anjo mau caiu completamente apaixonado por um bom demônio. Mataram-se. Fênix.

Renato disse...

não precisa nem insistir muito...
eu aceito... ^^


e esse seu texto....
não sei bem o que dizer...

mas confirma o que penso sobre vc... ou pelo menos parte....

Beijos!!!!

Monsieur Coçard disse...

heuhuehuehue enterra ele na cozinha! ninguém vai achá-lo lá!

beijos

Bia Ferreira disse...

Nossa!!!!
Já tive a sensação de que tinha que matar meu amor ingrato há cada dia... mas ainda bem, passou. Não o quero mais morto, prefiro ele aqui como uma boa lembrança do que eu sou forte e consigo superar.. sempre passa!! sempre chove....
Poxa, aquela éuma história quase real, por isso, acaba alí mesmo. nem tem como dar uma continuação...
beijos

Carol disse...

Não adianta matar, continuará vivo na alma...

Morte é castigo pequeno, torturar a cada dia vale mais (uí)!

Beijos 8;*

Sebastiao Moura disse...

Luxúria, ódio, um festival de fortes sensações acontece por aqui, não?