Eu amo você. Essa é a verdade nua, crua, pura. Eu ainda amo você e ninguém sabe o quanto isso me dói. Dói por que procuro a sua boca em todos os rostos que vejo, beijo, desejo. Dói por que procuro o seu calor em todos os corpos que abraço, amasso, desfaço. Eu acho, mas não encontro. Por que nenhum deles é você. Por que ninguém nunca vai ser você e eu sempre vou pensar em como tudo era melhor antigamente: mais gostoso, mais quente, mais sofrido, mais desesperado, mais intenso... mais vivo. E você? Ah, você não vai estar aqui. Você não vai estar nem perto daqui. Pior, você já está em outra dimensão, outro mundo. Você passou uma borracha no seu passado e me apagou junto. Eu agora nem lembrança sou, nem uma memória bonita (ou feia). Não causo aquela nostalgia gostosa que você me causa. Não sou nada, não fui nada. Não sou ninguém. Morri e sequer me dei conta. Só depois quando você fez questão de me mostrar o atestado de óbito. E quanto a dor? Eu a tranco, engulo a chave da porta e me torno a mulher mais forte e insensível do mundo. Obrigada.
CINEMA NOS CORREIOS – ÂNGELO, O COVEIRO
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Dando seguimento ao projeto Cinema nos Correios – Curta no Intervalo,
convida para assistir ao curta metragem “Ângelo, o coveiro, dia 21/03, no
Auditóri...
4 horas atrás